terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Entrevista com Edson Kazienko do Carmo

Olá, mergulhadores queridos!

Hoje eu venho postar uma entrevista com nosso parceiro gente boa, Edson Kazienko do Carmo. Acompanhem!

Nome completo – Edson Kazienko do Carmo        

Data de nascimento – 01/03/1988

Naturalidade – Guarani das Missões/RS

Grau de formação – Graduado em Educação Física

Profissão – Escritor, professor e artista plástico


Mergulhando Na Leitura: Primeiramente, gostaria que você se apresentasse aos nossos leitores.
Edson Kazienko do Carmo: Olá, pessoal. Eu sou Edson Kazienko do Carmo, sou pisciano e adoro lasanha (risos). Brincadeiras à parte é um prazer poder estar respondendo essa entrevista para o blog Mergulhando Na Leitura, que incentiva e mostra o trabalho de vários novos talentos de nossa literatura.

MNL: Seu primeiro livro, Meu irmão, meu herói, trata de uma relação muito bonita entre dois irmãos. De onde veio essa ideia?
EKC: Desde a infância, assuntos relacionados à Segunda Guerra me chamavam a atenção. Fui crescendo e aprendi a pesquisar mais a fundo essa parte marcante da história mundial. Me deparei com os maiores afetados por tamanha crueldade: as crianças. E, desta forma, me inspirei a escrever sobre elas que são tão fortes e frágeis, tão esperançosas e inocentes. E como acredito que o amor transforma, ali encontrei o eixo principal para o meu livro.

MNL: Por que você decidiu ambientar a história em um cenário de guerra?
EKC: Como disse anteriormente, sempre gostei do assunto da Segunda Guerra. Minha família é de origem polonesa. Fui criado em uma cidade fundada por polacos e, além disso, acredito que em uma outra vida eu estava lá, não sei quem eu era ou o que fiz, mas sei que estive lá.

MNL: Como foi o processo de pesquisa para escrever o livro? Você misturou a ficção com a realidade?
EKC: O processo foi espetacular. Posso dizer que foi quase surreal. Tudo o que eu precisava saber sobre determinado fato ou local vinha até mim de uma forma muito fácil, como por exemplo, eu me deparei com um trecho do livro em que precisava colocar uma cidade da Polônia com determinadas características, algumas bem peculiares, e eu não conhecia nenhuma cidade assim, mas quando liguei a TV de um quarto de hotel que estava hospedado, o canal sintonizado era o National Geographic, e ali estava passando um documentário falando sobre essa cidade que eu tanto precisava exatamente nesse período histórico, e foi assim com toda informação que eu precisei. Sim, misturei bastante [ficção com realidade]. Basicamente, peguei o cenário com seus fatos e acrescentei a minha história.

"Tudo o que eu precisava saber sobre determinado fato ou local
vinha até mim de uma forma muito fácil", conta o autor.
MNL: Quais são seus autores favoritos? De que forma eles contribuem para a criação das suas histórias?
EKC: Um autor brasileiro que eu gosto muito, apesar de ter uma linha diferente da minha é o Paulo Coelho, porque ele mostrou que é possível um brasileiro vencer no mundo lá fora com suas histórias. E outro cara que me fez começar a ler é o Stan Lee, porque a partir dos quadrinhos dele eu acabei mergulhando na literatura (risos). Desculpe o trocadilho, não resisti.

MNL: Fale sobre o seu processo criativo. Você segue algum ritual ou tem alguma mania quando vai escrever? Qual?
EKC: Eu tenho um processo bem simples, que é silêncio e concentração. Minha cabeça se dispersa bem fácil, então por isso só foco nessas condições.

MNL: Como você enxerga a literatura nacional atualmente? O que falta melhorar?
EKC: Temos grandes talentos e quase nenhum incentivo para publicar ou posteriormente mostrar esses trabalhos para o público. Essa página é uma exceção. Infelizmente, ainda temos editoras que querem lucrar vorazmente em cima dos sonhos de escritores iniciantes. Além de ganhar a porcentagem sobre os livros, pedem valores abusivos para publicar seu livro, que variam de 5 a 15 mil reais, além de não dar garantia alguma da distribuição do mesmo nas livrarias. Mas percebo que cada vez mais o público jovem está tendo interesse pelos livros e é isso que pode fazer tudo mudar para melhor.

MNL: Além de escritor, você também é professor. Como você lida com essas duas funções?
EKC: Por eu ser professor de Educação Física, muitas pessoas acreditam que não há ligação com a literatura fora tecnicismo de minha área; pelo contrário, eu trabalho com crianças o dia inteiro e elas me mostram do que são capazes, me inspiram diariamente. Eu não poderia escrever sobre crianças sem saber como elas são ao fundo. Para mim é um grande laboratório de personagens e histórias.

MNL: Você está trabalhando em outro livro? Pode adiantar alguma coisa para os nossos leitores?
EKC: Estou sim. E o que posso adiantar é que vêm mais crianças por aí, com bastante aventura e bagunça. Um conto para os pais lerem para os filhos.

MNL: Muito obrigado pela entrevista. Deixe uma mensagem para os nossos leitores.
EKC: O que tenho a dizer a vocês, meus queridos, é para não desistirem de seus sonhos. É praxe, mas é sincero. Não há sensação melhor que ver o que você tanto lutou e buscou se tornando realidade, e ainda mais quando o que você fez tocou e emocionou pessoas que você sequer conhecia. 

Mergulho Rápido:

MNL: Uma palavra...  
EKC: Amor!
MNL: Um sonho...   
EKC: Viver do que eu amo fazer!    
MNL: Alguém especial...  
EKC: Minha esposa!
MNL: Um lugar...   
EKC: Praia!         
MNL: Um livro...  
EKC: O meu pé de laranja lima, de José Mauro de Vasconcelos!            
MNL: Uma música…
EKC: Kashmir, de Led Zeppelin!
MNL: Uma comida...
EKC: Lasanha (risos)!
MNL: Deus...
EKC: Meu grande Pai!             


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

[Parceria] - Bianca Gulim

Olá, 

O ano está terminando com novidades por aqui. Venho apresentar a vocês a nova parceira do blog. Conheçam a Bianca Gulim, autora do livro Sobreviventes do Caos, o primeiro da trilogia 2323. 

Sinopse: 

Em um mundo distópico, no ano 2323, após ser quase dizimada por um vírus mortal e pela guerra, a raça humana tenta se reestruturar. Com poucos recursos disponíveis, a humanidade encontra-se dividida em grupos que vivem de acordo com regras impostas por seus líderes. Celine cresceu nesse ambiente hostil e se tornou líder dos guerreiros de seu povo após a morte de seus pais. Seu grupo se envolve em diversos conflitos e a jovem precisa tomar as decisões que julga corretas para garantir a sobrevivência de seu povo, enquanto se envolve num forte romance, do qual tenta se manter afastada. Aos poucos, ela descobre mais sobre as pessoas que a cercam e percebe que, quando se trata de lutar pela própria vida, poucos são previsíveis. Só os mais fortes sobrevivem, e os mais fortes normalmente são os mais crueis. Nesse ambiente, o mais difícil é saber quem realmente está ao seu lado e quem é um traidor. Será Celine capaz de manter sua benevolência frente à tanta violência que a rodeia? Seu coração terá espaço para a paixão, cercado de tanto ódio? Prepare-se para muita adrenalina e romance nesse primeiro livro da trilogia 2323. Você vai perder o fôlego!

Sobre a autora:

Bianca Gulim tem 26 anos, nasceu e mora em São Paulo. Formada em Administração, com especialização em Recursos Humanos, hoje se dedica totalmente à escrita. Sempre foi leitora voraz de ficção e fantasia, com uma forte tendência a sagas distópicas e vampirescas. Começou a escrever seu primeiro livro – 2323: Sobreviventes do Caos – em 2015, quando descobriu sua vocação para escritora. Já está produzindo o segundo livro da série 2323 e não pretende parar tão cedo.







quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Túnel do Tempo: A Menina que Roubava Livros

Olá, mergulhadores!

O post de hoje é um pouco diferente. Venho mostrar a vocês o caderno especial de um jornal impresso da cidade onde eu moro. A edição foi para as bancas no dia 30 de janeiro de 2014, mas eu a encontrei por acaso há algumas semanas e decidi compartilhar aqui.

A capa, como vocês podem ver na foto abaixo, foi dedicada à estreia do filme A Menina que Roubava Livros (31/01/2014), baseado no best-seller de Markus Zusak. O caderno destaca a expectativa de uma grande estreia do início daquele ano em todo o Brasil.

“Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler”
E eles acertaram.

A estreia foi um sucesso! De acordo com a consultoria especializada Rentrak, entre os dias 31 de janeiro e 2 de fevereiro de 2014, o drama protagonizado por Sophie Nélisse – que deu vida à personagem Liesel Meminger –, foi visto por 221 mil pessoas, arrecadando R$ 2,9 milhões.
Ver matéria completa aqui.
O texto do caderno especial conta um pouco do enredo do filme, enfatizando que “é uma história sobre a capacidade de sobrevivência e resistência do espírito humano”. A matéria também faz um alerta aos leitores:

“Quem leu o livro vai tentar encontrar as semelhanças, mas é preciso lembrar que ao ser transposto para o cinema, a obra ganha nova adaptação e se torna outra arte”. 

“A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma
narradora mórbida, surpreendentemente simpática”
Eu ainda não vi esse filme (me julguem). Também não li o livro (me julguem²). No entanto, pretendo conhecer a fundo a história de Liesel e espero um ótimo mergulho, pois gosto da escrita do autor. Digo isto porque já li toda a trilogia Irmãos Wolfe, assinada por Zusak. Confiram as resenhas publicadas aqui no blog:


Para quem gosta de histórias que se passam na Segunda Guerra Mundial, recomendo também:

- Anjo da Morte (Pedro Bandeira)
- Meu irmão, meu herói (Edson Kazienko do Carmo)
- Olga (Fernando Morais)


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

#Resenha: "Meu irmão, meu herói"

Título: Meu irmão, meu herói

Autor: Edson Kazienko do Carmo

Ano de lançamento: 2016

Editora: Multifoco

Nº de páginas: 198


# A história

"Façam do amor uma lição de vida".

Estefano e Alexandre são dois irmãos que ficaram órfãos na Segunda Guerra Mundial quando Hitler invadiu a Polônia e destruiu milhares de famílias. Movidos pela esperança e pela inocência, eles vão à procura de um tio que vive em uma cidade que fica a mais de 400 quilômetros de onde eles estão.

Os irmãos encontram pelo caminho algumas pessoas que tentam ajudá-los ou machucá-los. No fim das contas, o que seria uma longa jornada para encontrar um parente distante, acaba se transformando em uma luta pela sobrevivência.

# Opinião

O prefácio da obra situa os leitores. O autor faz um resumo sobre as atrocidades da Segunda Guerra para contextualizar e encorpar a trama. Além disso, Kazienko pontua questões muito interessantes como a importância do amor e da família, principalmente nos momentos de dificuldades.

A história é narrada em primeira pessoa pelo velho e sofrido Alexandre Kamarks. Apesar de não se lembrar das atividades que realiza corriqueiramente, o personagem tem recordações muito nítidas sobre os horrores da guerra. Cheguei a levantar a hipótese de que ele sofre de Alzheimer, pois ter essas lembranças do passado é uma das características da doença.

Durante uma reunião familiar, ele resolve abrir o jogo com todos. A plateia é formada pela esposa, filhos e netos. Vocês se lembram do filme Titanic? É um flashback bem parecido com aquele. A volta do protagonista à infância preenche todo o livro.

Acredito que o resultado seria mais interessante se o autor tivesse intercalado a narrativa do passado com a do presente, até para dar uma função aos parentes do personagem principal, que só foram citados no início e no fim do livro. Assim, o leitor também acompanharia as reações deles com o que estavam ouvindo. Acho que isso tornaria o relato mais humanizado e emocionante.

De modo geral, o clima da história é bem pesado. No entanto, Kazienko soube trilhar um caminho para quebrar um pouco a densidade do livro. Os dois irmãos sofrem muito durante a saga para encontrar o tio, mas também encontram pelo caminho pessoas acolhedoras. Em alguns momentos, é possível esquecer aquele contexto de guerra e embarcar nas aventuras dos personagens.

O ritmo do livro também é algo que vale a pena destacar. O autor traz muita história. Que adrenalina! Outro ponto positivo é a divisão dos capítulos. É que eles têm vida própria, ou seja, apresentam início, meio e fim, delimitando os acontecimentos que formam o todo da obra. Isso facilita bastante a vida do leitor, que pode dividir a leitura em blocos para absorver a história aos poucos.

Agora, vamos falar sobre os aspectos negativos. Primeiramente, o livro merece uma revisão, pois há erros graves de português. Além disso, o texto tem frases e parágrafos muito longos e o autor abusa das vírgulas  eu sou apaixonado por ponto final e orações curtas, pois fazem a leitura fluir melhor.

No mais, achei o mergulho maravilhoso. Deem uma chance ao livro de Kazienko e à literatura nacional. Até a próxima!


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