quarta-feira, 24 de agosto de 2016

#Resenha: "Meus pensamentos pra você"

Título: Meus pensamentos pra você

Autor: Francisco Fagundes

Ano de lançamento: 2010

Editora: Smashwords

Nº de páginas: 57


“Pois você é meu porto seguro
Minha cabana numa tempestade
Pra fugir da crueldade
Desse mundo tão imaturo”.
(trecho da poesia O Tempo)

A obra de Francisco Fagundes está disponível na web para quem quiser mergulhar na delicadeza de versos simples. Em todas as poesias do livro, o poeta trata do amor com profunda sensibilidade. Ele chega a parecer um bobo em vários momentos, porém, abre o coração assim mesmo, expondo um sentimento puro, intenso e nobre.

A entrega incondicional do eu lírico pode ser sentida em cada verso. Ao todo, Meus pensamentos pra você reúne 25 poesias, que não seguem um padrão de estilo, nem de tamanho. A impressão que eu tive foi que o autor simplesmente começou a escrever de forma aleatória, só colocando para fora o que estava sentindo, não se importando muito com questões estéticas. O resultado? Alguns versos ficaram sem ritmo para a leitura e outros até soaram infantis. Só não posso negar que o poeta conseguiu transmitir a verdade dele.

“Palavras que um dia serão respondidas
De uma voz aveludada e macia
Chegando ao raiar do dia
Me fazendo esquecer das despedidas”.
(trecho da poesia Palavras ao vento)

A última observação que faço é com relação ao uso da palavra “pois”, que praticamente atravessou toda a obra, deixando o texto bem repetitivo – vejam o trecho que separei para iniciar o post. Esse vício do autor me incomodou um pouco.

Vou deixar o link aqui para vocês darem esse mergulho. Até a próxima!


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Rio 2016: Vôlei feminino de Camarões fez história!

Esporte em Camarões. Qual é a primeira coisa que vem à sua mente? Se você é mais ou menos antenado ao mundo esportivo, talvez tenha pensado no jogador de futebol Samuel Eto'o, ídolo nascido no país africano. No entanto, hoje estou aqui para falar sobre a seleção camaronesa de voleibol feminino, que é bem menos popular e não tem tradição em grandes competições internacionais.

Está achando o post muito aleatório? É, pode ser. Cá estou, assim mesmo, porque fiquei pensando nesta publicação desde que assisti a um jogo da equipe de Camarões nos jogos olímpicos Rio 2016. Motivo? O brilho que o time demonstrou em quadra, mesmo com várias limitações técnicas; a vontade de vencer; o nítido orgulho de representar seu país pela primeira vez numa olimpíada; e até o estilo das jogadoras também (por que não?). Consegui enxergar tudo isso assistindo somente a uma partida delas.

Foto: Divulgação/Federação Camaronesa de Vôlei

A foto acima mostra a dura realidade do campeonato local em Camarões. O país só tem uma quadra poliesportiva para a prática do vôlei, que fica na capital Iaundé. Então, muitas vezes, os jogos são realizados a céu aberto, em locais improvisados.

A seleção camaronesa é quase amadora. Das 12 atletas convocadas para as olimpíadas do Rio, apenas cinco são profissionais. Apesar de toda essa carência, o time veio representar seu país após conquistar uma vaga no Pré-Olímpico africano, batendo a seleção do Egito na final. Por aqui, elas não tiveram vida fácil. Enfrentaram o Brasil logo na estreia, perdendo de 3 sets a 0, mesmo placar do Mundial 2014, quando as duas equipes também se enfrentaram na primeira fase.

Camarões foi o saco de pancadas do torneio feminino de vôlei na Rio 2016. Caiu no grupo A, que tinha Brasil, Rússia, Japão, Coréia do Sul e Argentina. Foram cinco confrontos e cinco derrotas. Estreante em olimpíadas, o time conquistou somente um ponto na fase classificatória. Só não passou em branco” porque perdeu um dos jogos por 3 sets a 2, garantindo esse pontinho de honra (com esse placar, o vencedor leva dois pontos e o perdedor leva um).

Foto: Divulgação/FIVB

Foi justamente a partida que eu acompanhei do início ao fim. Um dia histórico para Camarões e também para a Argentina, outra estreante em jogos olímpicos. Ambas já tinham perdido três jogos cada uma, sem ganhar nenhum set. Como diziam os comentaristas da partida durante a transmissão: a história estava sendo escrita naquele momento.

A equipe sul-americana, um pouco mais experiente, conseguiu vencer a partida no tie-break. Devo confessar que torci desde o primeiro até o último ponto pelo time africano. As atletas empolgaram o público no Maracanãzinho mostrando muita disposição e alegria dentro de quadra. 

Algo que chamou atenção no torneio foi a forma como elas comemoravam os pontos de bloqueio (ver foto abaixo). O gesto foi inspirado na seleção masculina, que costumava fazer isso. As meninas gostaram e decidiram adotar nas partidas. Movimento igual ao do mito do atletismo, o jamaicano Usain Bolt. 

Foto: Reuters
Então é isso. Resolvi fazer esse post porque gostei muito da maneira como a seleção camaronesa de vôlei feminino se apresentou nas olimpíadas do Rio. Foi um exemplo de superação, garra, determinação, força de vontade, simpatia... Mostraram que o mais importante não é a medalha de ouro. Aplausos!


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Olhares apaixonados - Um breve estudo sobre os olhares

Título: Olhares apaixonados - Um breve estudo sobre os olhares

Autor: Pascale

Lançamento: 11/07/16

Editora: ***

Nº de páginas: 7


Olá, mergulhadores!

O post de hoje é sobre um conto publicado em e-book. Eu o encontrei na internet por acaso, quando cheguei ao blog do Ademir Pascale, escritor que já participou em mais de 40 livros, além de ser editor da Revista Conexão Literatura.

Publicado pela Fábrica de E-books, o conto Olhares apaixonados – Um breve estudo sobre os olhares tem apenas sete páginas. A história traz um jovem chamado Fred, de 19 anos, que é obcecado por olhares, tanto que tem até uma caderneta para anotações e desenhos, que são muito úteis em seus “estudos”.

Fred se apaixona à primeira vista por Mariana, uma estudante de Educação Física que namora um estudante de Direito, que tem pinta de galã, é rico, folgado e autoritário. Do outro lado do balcão, Fred trabalha em uma lanchonete da faculdade e não é lá um cara tão atraente assim.

Num certo dia, o olhar de Mariana para Fred estava diferente, mesmo que estivesse na presença do namorado dela. Ele estudou bastante e tentou achar uma explicação para aquilo tudo, tendo uma grande surpresa.

Como eu falei, a história é bem curtinha: sete páginas, contando com capa e tudo. Eu esperava muito mais, principalmente pelo currículo extenso do autor Pascale. A temática me parecia bem profunda, mas o desenvolvimento da narrativa ficou bem raso. Além disso, o próprio texto é decepcionante. Achei imaturo e, mesmo em tão poucas páginas, encontrei alguns erros graves de português.

Valeu pela iniciativa de disponibilizar o conto gratuitamente na internet, que é uma ferramenta muito importante para qualquer escritor que quer mostrar seu trabalho. Até a próxima!

PARA LER O E-BOOK, CLIQUE AQUI.


sábado, 30 de julho de 2016

#Resenha: "A teia da aranha"

Título: A teia da aranha

Autor: Charles Osborne

Ano de lançamento: 2008

Editora: L&PM Pocket

Nº de páginas: 176


# A história

O corpo do desagradável Oliver Costello apareceu na sala da casa de campo do casal Henry e Clarissa Hailsham-Brown. O crime certamente havia sido cometido por um dos presentes no local durante a chuvosa tarde de março. No entanto, ninguém se acusou.

A sra. Hailsham-Brown até pensou que pudesse ter sido um acidente e resolveu esconder o cadáver. Seu próximo passo foi convencer todos a manterem silêncio. Depois de certa resistência, o grupo concordou. Para todos os efeitos, eles estavam jogando cartas e não viram nada do que aconteceu.

O inspetor Lord recebeu um telefonema anônimo com a denúncia de que tinha ocorrido um assassinato naquele local e foi até lá para investigar, deixando o segredo do grupo por um fio.

# Opinião

O livro A teia da aranha é uma adaptação inédita no Brasil, feita por Charles Osborne a partir da peça homônima de sucesso de Agatha Christie, de 1954. Isso já foi o bastante para que eu me empolgasse. Como sou apaixonado pelo trabalho da Rainha do Crime, minha expectativa era grande e não queria me decepcionar.

Achei curioso o fato de que, na própria sinopse do livro, dizia que a adaptação era de uma peça de comédia e mistério. Eu sabia que a escritora britânica havia assinado diversos trabalhos além dos romances policiais que a consagraram, mas não imaginava que o humor também fazia parte do currículo dela.

No entanto, não foi o que a adaptação mostrou. O resultado final foi satisfatório, mas não captei o enredo “bem-humorado”, como a sinopse vendia. No mais, gostei do fato de Osborne ter seguido pelo mesmo caminho de Agatha Christie. Senti pouca diferença no texto.

É impossível não pontuar a falta que personagens como o detetive Hercule Poirot ou a Miss Marple fazem em uma história como essa. O papel de investigador coube ao chatíssimo inspetor Lord. Além de não ter carisma algum, o personagem ainda trata os suspeitos de acordo com a classe social deles. Tive pena dos empregados da casa.

Como já disse, fiquei satisfeito com a leitura, mas confesso que esperava uma reviravolta, algo mais impactante no final. Mesmo assim, anotem a dica. Até a próxima!


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