quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

A Aventura do Pudim de Natal - Final

Olá, mergulhadores!

Quem tiver perdido a primeira parte do especial natalino com Agatha Christie, não se desespere. Basta clicar aqui para conferir o que rolou nos primeiros contos de A Aventura do Pudim de Natal. Agora, acompanhem a segunda e última parte da obra. Espero que gostem. 


domingo, 21 de dezembro de 2014

A Aventura do Pudim de Natal - Parte 1

Olá, mergulhadores!

Hoje eu venho postar a primeira de duas partes do especial de Natal com Agatha Christie. O livro A Aventura do Pudim de Natal tem seis contos da “Rainha do Crime”. Neste post, vou falar sobre três deles. Os outros três ficarão para a segunda parte, okay?! Vamos lá!



domingo, 7 de dezembro de 2014

#Resenha: "O Mistério da Casa na Praia"


Título: O Mistério da Casa na Praia

Autor(a): Nádia São Paulo

Ano de lançamento: 2011

Editora: Novo Século

Nº de páginas: 222



domingo, 30 de novembro de 2014

[Mergulhei Fundo] - Limão Rosa

Título: Limão Rosa


Autor(a): Flora Figueiredo


Editora: Novo Século


Ano: 2009


Nº de páginas: 72


“Se houver receita que atenue o machucado,
quem sabe um dia ainda se veja restaurado
este pobre coração de esparadrapo”. (Curativo)

Cada poeta – e demais escritores, em geral – desenvolve um estilo próprio. Ele transforma sentimentos em palavras, na medida do possível, obviamente. O fato é que cada um se expressa de um jeito único. E o jeitinho Flora Figueiredo de fazer poesia, me fascinou.

Já li poesias de todos os tipos, creio eu. Das mais sofridas e melancólicas, às mais alegres e extravagantes. Em Limão Rosa, pude perceber uma poetisa que usa as rimas como brinquedos, jogando-as no papel, natural e profundamente, conseguindo ser objetiva ao transmiti-las, sem rodeios. Frases curtas e imediatas, porém, vivas e, muitas vezes, desconcertantes.

“Quero também a bula detalhada
para não usar a sensação de forma errada,
caso isso seja um novo amor, mais uma vez”. (Corpo estranho)

Várias poesias não passam de versinhos de três ou quatro linhas. É pouco? Ora, poesia é isso! Sua grandeza não está no tamanho da estrofe, mas no olhar de quem a escreve. Com relação a isso, Flora foi bastante feliz. Ela observou o mundo ao seu redor, captou o que havia de mais belo, transformou em arte e compartilhou. Sou grato!

A leitura foi extremamente rápida. Se o livro tivesse 400 páginas, eu também teria lido tudo de uma só vez. Eu não conhecia a autora, mas agora pretendo acompanhar outros trabalhos dela. Quem gosta de poesia, vá fundo! Anote a dica.
  
“O que não ousei, diluiu-se na água estagnada.
O que não protestei, anulou-se na bandeira abandonada.
O que não amei, desfez-se sem adeus, não deixou nada”. (Lacunas)

Alguém já leu esse livro? O que vocês acharam? Recomendem livros de poesias nos comentários. Abraços!



quarta-feira, 19 de novembro de 2014

#Resenha: "Um Porto Seguro"

Título: Um Porto Seguro

Autor: Nicholas Sparks

Ano de lançamento: 2012

Editora: Novo Conceito

Nº de páginas: 414


# A história

Katie é uma jovem misteriosa que apareceu na pequena cidade de Southport, na Carolina do Norte. Com o pouco dinheiro que tinha, alugou uma cabana simples para recomeçar a vida do zero. Conseguiu um emprego de garçonete no restaurante local chamado Ivan’s e, aos poucos, foi se adaptando às escolhas que havia feito.

Ela conheceu Jo, sua nova vizinha, que rapidamente já se considerava a sua amiga de infância, dando conselhos e se convidando para tomar vinho, sem fazer cerimônia. Apesar de Katie querer manter a discrição, sua beleza não a deixava passar despercebida. Logo, o viúvo Alex, pai de dois filhos pequenos, se viu apaixonado pela nova moradora de Southport.

O sentimento era recíproco. Porém, Katie não conseguia se entregar. O passado ainda a amedrontava e ela não sabia como se livrar dele. Naquelas circunstâncias, talvez o seu porto seguro fosse viver esse amor intensamente.   

# Opinião

Faz tempo que eu tenho esse livro, mas adiei ao máximo a leitura. A impressão negativa que ficou depois da última obra que li do autor (Um Homem de Sorte), contribuiu para que eu deixasse Um Porto Seguro alguns meses no final da fila. Somado a isso, o número de páginas me fez pensar que a decepção poderia ser maior. Dei prioridade aos livros policiais – basta dar uma olhada nas resenhas anteriores para notar isso – e, só agora, senti a necessidade de encarar um mergulho romântico. Nicholas Sparks foi a minha sábia escolha.

Serei franco. A sinopse não é a mais inovadora do mundo. A proposta passa longe de querer reinventar a roda. Pelo contrário. O estilo é aquele mesmo já conhecido do autor. O que tornou a história interessante foi o jeito de contá-la. A escrita de Sparks é envolvente e vai fundo nos detalhes. O texto nos transporta para dentro do livro, tamanha é a verdade contida nas palavras.

Katie, a protagonista, apesar de parecer frágil, mostrou-se uma mulher forte e corajosa, que soube dar a volta por cima. Gosto de personagens assim, porque me dão motivos para torcer por eles. E Katie me deu vários. Outra personagem interessante é Jo. Durante boa parte do livro, eu tinha em mente que iria detoná-la nesta resenha. Além de forçar a barra para ser a best friend de Katie, ela ficava dando palpites na vida dela o tempo todo. Porém, no final, desconstruí toda essa ideia e passei a admirá-la muito e a compreender suas atitudes.

Também gostei muito do personagem Alex. Ele tem uma relação linda com os filhos e faz um esforço admirável para dar a eles o melhor da vida. Quando Katie e ele se apaixonaram, tiveram que enfrentar as mais diversas dificuldades para ficarem juntos. Foi neste momento que surgiu o vilão Kevin, um cara medonho e cínico, que buscava, na Bíblia, justificativas plausíveis para suas atrocidades. Através dele, o livro trouxe à tona uma discussão muito séria e atual (sem spoiler).

O final é bem agitado, cheio de ação. O que resta ao leitor é ficar na torcida, com o coração acelerado. Quando a tensão acaba, as últimas páginas ainda trazem uma revelação de cair o queixo. Para mim, foi uma surpresa e tanto. Mergulho recomendado!



quarta-feira, 5 de novembro de 2014

#Resenha: "Se arrependimento matasse"

Título: Se arrependimento matasse

Autor: Alma Cervantes

Ano de lançamento: 2013

Editora: Novo Século

Nº de páginas: 248


# A história

Depois de alguns anos sem se verem, Alex, Alice (um garoto) e Rebeca decidem se reencontrar para matar a saudade e colocar o papo em dia. Os pais de Alex são proprietários de um hotel e, para os três amigos, não havia lugar melhor para uma ocasião tão especial.

Charles e Vera, donos do hotel, se organizavam para receber um convidado que poderia ser a solução para os problemas financeiros os quais enfrentavam. Prepararam uma única mesa de jantar para acomodar os poucos hóspedes e o investidor que chegaria naquela noite.

Por alguma razão, o homem não apareceu, mas o jantar seguiu tranquilamente. Em seguida, Alex e seus amigos resolveram jogar pôquer com alguns hóspedes para passar o tempo. Finalizado o jogo, todos seguiram para seus respectivos quartos e foram surpreendidos por uma queda de energia.

Quando a luz retornou, um dos empregados alarmou por causa de uma tragédia: o cozinheiro foi assassinado. A tempestade lá fora os impedia de fugir. Além disso, os carros haviam sido sabotados. O assassino poderia estar entre os hóspedes e o clima de suspeita aumentava a cada instante.

# Opinião

Alma Cervantes é fã de Agatha Christie. A influência desse gosto é facilmente percebida em sua obra, que apresenta algumas semelhanças com relação às características dos personagens, a ambientação da trama e o próprio estilo de contar a história. Como eu também faço parte do clube que estende um tapete vermelho para a “Rainha do Crime”, a leitura foi bastante confortável.

O assassinato que desencadeia todos os acontecimentos do livro foi uma jogada corajosa, a meu ver. O autor optou pelo mistério acerca da morte de um cozinheiro que estava distante do foco da narrativa. Isso causou um alvoroço positivo e serviu para apimentar a sinopse e instigar os leitores. Funcionou muito comigo.

Os elementos-chave para manter o suspense em alta estavam na personalidade forte dos personagens e nas descrições minuciosas, enfatizando toda a tensão proposta no livro. Fiquei enfeitiçado com a escrita do autor, que demonstrou segurança do começo ao fim. Sem dúvida, um dos destaques da obra.

Desta vez, não tentei adivinhar como a história acabaria. Não fiz a lista de suspeitos, nem levantei hipóteses, pois queria ser surpreendido. O final é coerente e, acima de tudo, chocante. A única coisa que me incomodou foi a monotonia na hora da revelação. Acho que a explicação poderia ter sido mais dinâmica.

Leiam esse livro e vocês não vão se arrepender. Alma Cervantes não ficou devendo em nada para os nomes consagrados do gênero policial. Mostrou-se uma ótima opção para aqueles que curtem mergulhar em um bom mistério. Fica a dica!

# Extra

Alma Cervantes é nosso parceiro. Para saber mais detalhes, basta clicar aqui. Obrigado!



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

[Mergulhei Fundo] - A vida que ninguém vê

Título: A vida que ninguém vê


Autor(a): Eliane Brum


Editora: Arquipélago Editorial


Ano: 2006


Nº de páginas: 208


“Porque uma frase só existe quando é a extensão em letras da alma de quem a diz. É a soma das palavras e da tragédia que contém. Se não for assim, é só uma falsidade de vogais e de consoantes, um desperdício de som e de espaço”. (p. 36)

No ano de 1999, Eliane Brum publicou suas crônicas-reportagens na coluna “A vida que ninguém vê”, no jornal Zero Hora. Com o sucesso, seus textos acabaram virando essa obra maravilhosa que tive o prazer de ler. A repórter, ávida por narrativas que não ganham destaque nos jornais, fez um mergulho no interior de pessoas anônimas e contou suas histórias.

Aparentemente, aquelas pessoas não tinham nada de extraordinário para dizer. Seus relatos não ganhariam sequer uma nota no canto da página do jornal, mas, tratando-se de Eliane Brum, a vida mais corriqueira pode se transformar em uma reportagem capaz de amolecer até o mais duro dos corações. 

“Sim, porque sonhos não se encontram nas prateleiras, não basta atirar o cartão de crédito no balcão e sair com um debaixo do braço. Sonhos são touros xucros”. (p. 132)

As crônicas que eu mais gostei, foram: Adail quer voar, que traz a história de um homem que trabalha como carregador de malas em um aeroporto, mas nunca voou; e Sinal fechado para Camila, com o relato emocionante sobre uma pedinte que fazia pequenos versos para pedir uns trocados.

“Uma vida só faz sentido para quem a viveu. Para todos os demais é um quebra-cabeça onde nada encaixa”. (p. 161)

A leitura foi bem rápida. As crônicas são curtas e a autora escreve de um jeito tão perfeito, que nem percebi que tinha acabado de ler. Sabe aquele livro que faz a gente olhar o mundo de uma forma diferente? A vida que ninguém vê é assim. Por isso, falo sem medo: todo mundo precisa ler esse livro.

Então, quem já leu? O que acharam? Deixem comentários. Até a próxima! 



domingo, 19 de outubro de 2014

#Resenha: "Morte no Litoral"


Título: Morte no Litoral

Autor(a): Nádia São Paulo

Ano de lançamento: 2009

Editora: Novo Século

Nº de páginas: 192




domingo, 5 de outubro de 2014

Top 7 - Blogs literários

Olá, mergulhadores! Tudo bem com vocês?

O post de hoje é uma lista com alguns blogs que eu visito sempre que posso. Vamos mergulhar? Espero que gostem!




1 – Fantastic Books (aqui)











O Fantastic Books é um blog que eu curto bastante. Toda vez que eu navego por lá, fico horas lendo e comentando as postagens. O visual dele é bem agradável aos olhos e as novidades nunca param. Sempre tem algo novo para nós, leitores ávidos. A Cath’s administra o blog e nos recebe super bem. Além de livros, há espaço para dicas de filmes, com a coluna Cine FB. Passem lá!

2 – Vício em Páginas (aqui)



Acompanho o Vício em Páginas há um bom tempo. Adoro ler as resenhas que são postadas lá. Quem curte animes/mangás também pode anotar várias dicas, pois ele tem uma coluna especial, capaz de deixar qualquer fã enlouquecido. A Arine-san, administradora do blog, já publicou um livro chamado O Poder Visor. Vocês também podem conferir a entrevista que fiz com ela, clicando aqui. 

3 – Just Books (aqui)










Uma das coisas que eu mais gosto no Just Books é do seu visual limpo, que faz a gente se sentir em casa. A Naty cuida muito bem do blog e, além de ser a simpatia em pessoa, escreve ótimas resenhas. Quando eu passo por lá, vou clicando nos links que aparecem e fico viajando nas postagens. Também adoro quando ela posta textos com gifs e fala sobre livros através de listas. Recomendo!

4 – Meu Jardim de Livros (aqui)









O Meu Jardim de Livros é um blog administrado pela Sora, que tem um texto afiado e gostoso de ler. Outro ponto interessante são as fotografias dos livros acompanhados por gatos, bichos de pelúcia e miniaturas diversas da estante da blogueira. Eu me identifico com as postagens, pois, os gêneros que me agradam, têm seu espaço garantido. Fãs de Stephen King, por exemplo, podem se esbaldar nesse jardim.

5 – Monólogo de Julieta (aqui)










A Paloma é quem comanda o Monólogo de Julieta, blog que eu acompanho desde quando ele se chamava Jornalismo na Alma. O que há de melhor são as resenhas de livros e as entrevistas com autores. Essa dica também é especial, principalmente, para o público feminino, uma vez que o blog é parceiro de algumas empresas de cosméticos. Portanto, mulheres, não deixem de conferir. 

 No Mundo dos Livros (aqui)










Resumindo o No Mundo dos Livros em uma palavra: excelente. A Livy, dona do blog, posta resenhas muito caprichadas, tanto de livros, quanto de filmes. Já cheguei a anotar dicas para comprar livros, por causa da confiança que deposito nas críticas da blogueira. Os gêneros são bem variados, por isso, abrangem um grande número de leitores. Além do mais, a página é linda e está sempre atualizada. 

– Capa & Título (aqui)








O Capa & Título vem fechando esta lista com chave de ouro. Comandado pelo Marcos, o blog apresenta um visual simples (que eu aprovo) e conteúdos ricos. Também acho as críticas dele bem confiáveis. Outra coisa que me agrada são as diferentes formas que ele utiliza para fazer as postagens, não ignorando o formato tradicional e trazendo ainda as resenhas faladas, que são ótimas. 


É isso, pessoal. Até a próxima!






domingo, 28 de setembro de 2014

[Mergulhei Fundo] - O Mundo de Vidro

Título: O Mundo de Vidro


Autor: Maurício Gomyde


Editora: Porto 71


Ano: 2011


Nº de páginas: 236


“Até onde pode ir a paixão de uma pessoa por outra? Como, quando e por que começa? Até que ponto pode-se cometer alguma loucura para fazer parte da vida de alguém? Quais as consequências da paixão avassaladora incompreendida?”.

Depois de ver muita gente elogiando a escrita do Maurício Gomyde, finalmente, tomei coragem para ler uma de suas obras. O livro já começa de um jeito bem engraçado. O prefácio é uma grande brincadeira. Uma tremenda enrolação. Gomyde faz piada com o fato de não fazer ideia de como escrevê-lo e vai levando com a barriga, enchendo linguiça. Dei risada com as coisas bizarras que ele escreveu. 

O Mundo de Vidro traz a história de um homem um tanto desengonçado, que se apaixona à primeira vista por uma mulher dentro de um metrô. A partir de então, ele muda alguns hábitos para tentar impressioná-la. Porém, ela só o enxerga como um grande amigo. Temos aí o famoso caso de amor não correspondido. 

"Pensou muito na cena e chegou à conclusão de que deveria ter havido um motivo, qualquer um, pra ter perdido o vagão que estava acostumado a pegar, e então ter a oportunidade de esbarrar a sua vida na dela". (p. 32)

Os primeiros capítulos podem parecer meio confusos, mas, aos poucos, vamos compreendendo o enredo. Para mim, a principal dificuldade foi me acostumar com a ausência de nomes dos protagonistas. Depois disso, a leitura fluiu com a força do humor, presente em grande parte da história. Um personagem peculiar, que me fez rir muito durante a leitura, foi o papagaio Horácio (que apesar do nome, é uma fêmea), e seus comentários hilários. 

"Cinquenta por cento da população daquele mundo (ela) representavam a beleza, a doçura, o carinho, a tranquilidade. Os outros cinquenta por cento (ele) representavam o desejo, a vontade, o fascínio pelos cinquenta por cento restantes (ela)". (p. 142)

O ponto alto da história começa quando a protagonista passa a receber e-mails anônimos com capítulos de um livro. Ela vai ficando cada dia mais ansiosa para receber novos capítulos e para descobrir quem está lhe escrevendo aquelas coisas tão bonitas. 

Eu recomendo a leitura para as pessoas que gostam de romances leves, com muito humor. A escrita de Gomyde é excelente. Espero não demorar tanto tempo para ler outro livro dele. 

E aí, o que acharam? Já leram O Mundo de Vidro? Deixem comentários. Abraços!



quarta-feira, 24 de setembro de 2014

#Resenha: "Assassinato na casa do pastor"

Título: Assassinato na casa do pastor

Autor(a): Agatha Christie

Ano de lançamento: 2012*

Editora: L&PM Pocket

Nº de páginas: 288


# A história

No pacato vilarejo de St. Mary Mead, não acontecia um assassinato há quinze anos. Um lugar onde o passatempo preferido dos moradores é tomar chá enquanto discutem a vida alheia. Nada passa despercebido. Qualquer coisa é motivo de comentários.

O pastor Clement gosta de aconselhar as pessoas e de fazer visitas. Por essas e outras, é muito respeitado entre os moradores. Um dia, ele recebe uma ligação, dizendo que alguém está com problemas de saúde e que a sua presença é muito importante. Sem hesitar, vai à casa do enfermo e descobre que ninguém dali fez a ligação para solicitar sua visita.

Desconfiado, ele volta para casa e tem uma terrível surpresa: há um corpo em seu gabinete. Entra em cena o arrogante inspetor Slack, para investigar o caso. Miss Marple, uma velhinha que gosta de jardinagem, também fica intrigada e revela que, pelo menos, sete pessoas teriam motivos para cometer aquele assassinato.

# Opinião

Livros de Agatha Christie com a Miss Marple são diferentes dos protagonizados por Hercule Poirot. A propósito, são personagens com traços distintos. Mas, em comum, ambos apresentam uma inteligência acima da média. Nesse livro, a observadora Miss Marple usa a sua experiência em analisar o comportamento das pessoas, para desvendar um crime, aparentemente, complexo.

No começo, durante uma conversa com as outras moradoras da aldeia, pode parecer que ela é maldosa e fofoqueira. Na verdade, seus comentários demonstram que a sua visão do mundo vai além do que os olhos das pessoas conseguem enxergar. Isso fica cada vez mais claro no decorrer do livro. De fato, Miss Marple sabe o que diz. E é claro que, pessoas como ela, nem sempre agradam a todos.

Quem narra a história é o próprio pastor Clement, um homem muito inteligente também, que acaba sendo um investigador secundário. Achei interessante a força do suspense no começo do livro. Eu já tinha ideia de qual personagem seria assassinado, mas a narrativa é tão envolvente, que fiquei na expectativa de descobrir como seria o crime e de quando ele iria acontecer.  

Novas pistas surgem no transcorrer das investigações e as suspeitas vão passando de um personagem a outro. Truque comum nos romances da autora. O final não foi tão maravilhoso, mas, ainda assim, conseguiu me surpreender. Minhas buscas estavam indo na direção contrária. É muito difícil descobrir quando Agatha Christie opta pelo óbvio ou pelo improvável.

* Publicado originalmente em 1930.



domingo, 21 de setembro de 2014

Só um final de semana...


Alguém vai me achar louco por causa disso. Ou não. Eu não sei. Acontece que eu necessitava de um final de semana como o que vou contar agora...

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Entrevista com Ricardo Ragazzo

Olá!

Prontos para mais um mergulho? Hoje, temos uma entrevista com o autor Ricardo Ragazzo, parceiro aqui do blog. Confiram!


Nome completo – Ricardo Ragazzo


Data de nascimento – 31/05/1975


Naturalidade – São Paulo


Grau de formação – Bacharel em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie / Pós-graduado em Marketing de Serviços pela FAAP


Profissão – Administrador / Escritor