domingo, 27 de dezembro de 2015

Papel, caneta e eu


Escrevo todos os dias. Sou fã de papel e caneta. Guardo vários bloquinhos de notas dentro de caixas de sapato. Pode parecer perda de tempo, já que depois eu acabo digitando tudo. É um trabalho duplo, mas é assim que eu funciono. 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

[Mergulhei Fundo] - A caixinha mágica

Título: A caixinha mágica


Autor(a): Luiza Trigo


Editora: Rocco Digital


Ano: 2013


Nº de páginas: 23



“A máquina de escrever do meu pai – a única coisa que eu tinha dele –, uma fotografia dos meus pais juntos: mamãe com um barrigão enorme e ele com cara de bobo. Eu não cheguei a conhecê-lo. Faleceu antes de eu nascer, mas mamãe sempre me contou muitas histórias sobre ele. Hoje, eu me lembro de poucas, mas guardo na memória com muito carinho. Segurei o porta-retratos com força. Agora eu não tinha nenhum dos dois.”

Priscila mora em um orfanato onde vivem mais de duzentas crianças. Certo dia, uma amiga da mãe dela, a quem ela chama de Tia Rita, guardou todos os pertences que ela achava importante e foi deixar lá. Em meio àquelas lembranças, a menina encontra uma caixinha desconhecida que a deixa intrigada. “Era pesada e fria, muito bonita”, ela descreve.

Quando arrastou o trinco para o lado, a caixinha se abriu revelando uma fadinha, que girava ao som de uma música familiar aos ouvidos de Pri. E não era só isso. No fundo da caixa ainda havia um bilhete velho e dobrado, que dizia: “Aos doze você terá uma surpresa”. Mesmo sem saber o significado, Priscila ficou com aquilo na cabeça.

“Lembrei-me da caixa e sorri. Ela foi o melhor presente de todos os tempos. Fiquei radiante ao recebê-la. Não que a dor tivesse passado, mas aquela descoberta funcionou como um antídoto à tristeza e mudou completamente o meu comportamento. E eu sequer desconfiava que aquele bilhete não havia sido escrito pela mamãe.”

Priscila tem uma paixonite por um garoto chamado Jonas, que também vive no orfanato. Ele era meio briguento, arrumava muita confusão, mas com o tempo foi se fechando no mundo dele e passava a maior parte do dia lendo na biblioteca. Os livros eram seus melhores amigos. Era uma paixão igual à de Pri pela música. 

O desejo de Priscila naquele Natal era um só: ter uma conversa com Jonas. O que ela nunca poderia imaginar era que contaria com a ajuda de uma fada madrinha capaz de tornar aquele desejo uma realidade.

“Eu queria muito conversar com Jonas, mas aquele pedido me parecia tão sem importância perto dos pedidos de muitas crianças do orfanato. Eu não estava me sentindo bem fazendo esse pedido, mas ao mesmo tempo tinha esperado o ano inteiro só para isso.”

Se eu falar mais do que isso, vou acabar estragando a surpresa do conto. Ele é bem curtinho, mas traz uma mensagem bonita: por menor que seja o seu gesto, se você faz o bem a alguém, lá na frente você acaba sendo recompensado de alguma forma.

Desejo a todos um Feliz Natal!



domingo, 20 de dezembro de 2015

Entrevista com Wilson Mello (Final)

Olá!
Hoje é dia de conferir a última parte da entrevista com o autor Wilson Mello. Para ver a segunda parte, clique aqui.






Mergulhando Na Leitura: No livro “Conta Comigo”, você trata de um tema forte: a AIDS. Qual a mensagem que você quis transmitir com esse romance?
Wilson Mello: Eu não tive a intenção de passar nenhuma mensagem. Não escrevo com esse objetivo. Eu apenas conto uma história.

MNL: No misterioso “A menina que não tinha medo do escuro”, o personagem principal é um escritor perfeccionista, cheio de manias. Você é parecido com ele?
WM: Sim, sou parecido com ele. Só acho que sou mais neurótico (risos).

MNL: Nesse livro, você não deu nomes aos personagens. Por quê?
WM: Queria apenas sair da mesmice. E também por que aqueles personagens podem fazer parte da vida de qualquer um de nós. De alguma forma eles existem.

MNL: Já em “Jordan Grey”, você investiu na fantasia. Como foi o processo de criação dessa saga?
WM: Amei escrever esse livro. Adoro fantasias e aventuras. É uma saga que quero investir muito ainda.

MNL: Você acredita que esse ainda é um gênero pouco explorado no Brasil?
WM: Sim, pouco explorado pelos autores. Entretanto, muito apreciado pelos leitores.

MNL: Sobre o estilo “americanizado” da obra, certa vez você me disse que foi proposital. Por quê?
WM: Tomara que o livro se torne um best-seller e seria muito bom se fosse feito uma superprodução no cinema. Escolhi esse estilo por uma questão de mercado mesmo.

MNL: Qual é a “dica de ouro” que você daria a uma pessoa que quer começar a escrever um livro?
WM: Muita disciplina, leitura e paciência para reescrever a obra várias vezes.

Mergulho Rápido:

MNL: Uma palavra... 
WM: Silêncio!
MNL: Alguém especial... 
WM: Minha afilhada!
MNL: Uma meta... 
WM: Sempre me superar a cada ano!
MNL: Um lugar... 
WM: Meu quarto!
MNL: Uma comida... 
WM: Batatinha frita!
MNL: Um livro... 
WM: A menina que não tinha medo do escuro!
MNL: Uma música... 
WM: One - U2!
MNL: Deus... 
WM: Mistério!


É isso, pessoal. Espero que tenham curtido a entrevista. Vou deixar aqui os links das resenhas dos livros do autor Wilson Mello. Até a próxima!

Resenha: Conta Comigo



quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

domingo, 6 de dezembro de 2015

Entrevista com Wilson Mello (Parte II)

Olá!
Agora é o momento de conferir a segunda parte da entrevista com o autor Wilson Mello, parceiro do blog. Perdeu o início? Então clique aqui e mergulhe fundo.

Foto: Wanderson Leandro de Sousa















Mergulhando Na Leitura: Você além de ser escritor, ministra palestras também. O que é mais desafiador: encarar uma plateia ou escrever livros?
Wilson Mello: Encarar uma plateia é sempre mais desafiador. Escrever um livro é um desafio e diversão ao mesmo tempo.

MNL: Você já bateu alguns recordes como escritor. Um deles é o de livros escritos em menos tempo. Como foi essa experiência?
WM: Foi diferente. Aconteceu meio que subitamente e não esperava conseguir bater um recorde em tão pouco tempo.

MNL: E como leitor, você gostou dessas obras escritas em tão pouco tempo?
WM: Elas são boas, sim. Claro que não tem a qualidade de um livro mais elaborado.

MNL: Você também é o autor que terminou, mais rapidamente, de escrever um livro começando do último capítulo ao primeiro. Qual é a diferença de escrever nessa situação?
WM: Para mim, tanto faz. Não vejo dificuldades em escrever um livro normalmente ou começando pelo final. Desenvolvi técnicas para criar história partindo do final.

MNL: E quanto tempo você levou para escrever o maior livro de ficção (foto), com 5.000 páginas?
WM: Foram necessários três meses. Contudo, poderia ter feito em menos tempo. A ideia era escrever o livro em dois meses. Quando se escrever regularmente, o texto rende.

MNL: Quais foram os cuidados para que esse livro tão extenso ficasse coerente e interessante do início ao fim?
WM: Muita atenção. Pesquisa e mmmmmmmmmuito suspense.

MNL: Quais são os outros recordes que você já quebrou?
WM: São sete recordes brasileiros:
1) 133 livros publicados sobre arcanjos.
2) O autor que mais publicou livros em um ano, 175 livros.
3) Mais rápido a escrever cinco livros ao mesmo tempo.
4) Mais rápido a escrever três livros em diferentes estilos, infantil, infantojuvenil e contos.
5) Mais rápido a escrever um livro de trás para a frente.
6) Mais rápido a escrever dois livros ao mesmo tempo.
7) Maior livro de ficção em número de páginas, 5000.

MNL: E você pretende continuar investindo na quebra de recordes? Quais?
WM: Sim. No momento quero quebrar o recorde de ser o mais rápido a escrever e publicar um livro.

É isso, mergulhadores. Na última parte da entrevista, o autor vai falar sobre algumas de suas obras. Fiquem ligados!



quarta-feira, 25 de novembro de 2015

domingo, 22 de novembro de 2015

Entrevista com Wilson Mello (Parte I)

Olá, mergulhadores!
Hoje eu venho mostrar a vocês a primeira parte (serão três) da entrevista com o nosso autor parceiro, Wilson Mello. Confiram!

Nome completo – Wilson Melo Cunha

Data de nascimento – 15/08/69

Naturalidade – Monte Carmelo/MG

Grau de formação – Nível superior

Profissão – Escritor


Mergulhando Na Leitura: Wilson, primeiro eu gostaria que fizesse uma rápida apresentação falando sobre você mesmo. Quem é Wilson Mello?
Wilson Mello: Alguém que sente uma grande necessidade de escrever, contar suas histórias. E um grande apreciador de arte de um modo geral.

MNL: Qual foi o momento em que você se deu conta de que levava jeito para escrever?
WM: Já na adolescência. Meu primeiro livro tinha 500 páginas. Na ocasião, eu tinha 15 anos e já queria ser escritor.

MNL: De onde você tira inspiração para desenvolver suas histórias?
WM: Elas surgem naturalmente. A qualquer momento e lugar.

MNL: Quando surge uma ideia para escrever um livro, qual é a primeira coisa que você faz? Explique como é esse processo de criação.
WM: A ideia sempre aparece do final da história. Se eu gostar, eu a escrevo. Meus livros são elaborados de trás para frente, uma vez que eu vejo sempre o final e parto dele para começar a escrever. Então, já determino o tamanho do livro e quando irei terminá-lo de escrever.

MNL: Com qual gênero literário você mais se identifica? Por quê?
WM: Eu gosto mais de ficção. A realidade todos nós já a conhecemos bem. Através da ficção o autor pode ir fundo em qualquer história, uma vez que o importante é deixar a imaginação fluir.

MNL: Você tem preferência por livros únicos ou séries?
WM: Gosto de ambos. O importante é uma boa história.

MNL: Qual foi a sensação de ver a sua primeira obra publicada?
WM: Muita emoção. E isso acontece ainda até hoje. É um filho, no final das contas.

MNL: Aqui no Brasil, quais são as maiores dificuldades para um escritor conseguir espaço no mundo literário?
WM: As grandes editoras não se arriscam e têm seus motivos para isso, em publicar novos autores. É caro publicar no Brasil. E o que elas querem é apenas lucro. Afinal, trata-se de um negócio.

MNL: Como você vê o papel dos blogs literários na divulgação da literatura nacional?
WM: Importantíssimo. Nós, autores, não somos nada sem a ajuda de nossos leitores e amigos blogueiros.

Em breve, vou postar a continuação da entrevista. Sabiam que o autor já bateu vários recordes no mundo literário? Ele vai falar sobre isso na segunda parte. Fiquem ligados! 


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

[Mergulhei Fundo] - Uma Duas

Título: Uma Duas


Autor(a): Eliane Brum


Editora: Leya


Ano: 2011


Nº de páginas: 176



“E ela sente que nunca mais o grito cessará, que aquele grito é para sempre, é um grito para toda a vida e para além da vida. Porque agora ela alcança a inteireza do horror. E gritos são coisas que não viram palavras, palavras que não podem ser ditas. Não há como escapar da carne da mãe. O útero é para sempre.”

Uma Duas é uma obra sobre relação entre mãe e filha. O pai? Deixou o lar. Bem, isso poderia ter aproximado as duas, mas não foi assim que as coisas se desenrolaram. O que aconteceu mesmo foi que elas passaram a vida inteira se maltratando e se comportando como estranhas debaixo do mesmo teto.

O passatempo preferido de Maria Lúcia era infernizar a vida da filha, a jornalista Laura. No fundo, elas não podiam ficar nem um dia longe uma da outra. A necessidade que tinham de se odiar era uma forma de demonstrar que se amavam, apesar de tudo.

Um sério problema de saúde afeta essa convivência de maneira assustadora. Diante da possibilidade de perder a mãe, Laura se dá conta de que se importa e de que gosta dela muito mais do que poderia imaginar. 

“Como sempre, esquece onde está enquanto escreve. A escrita é um lugar que ela pode habitar. É reconfortante escrever sobre a vida dos outros. Esta é a melhor parte de ser jornalista. Poder escrever sobre uma realidade que não precisa virar ficção para ser pronunciada.”

As personagens criadas por Eliane Brum conseguiram me dividir durante todo o livro. Em um momento, eu gostava delas, me sensibilizava com a dor da mãe e da filha, mas logo depois eu me irritava com certas atitudes e queria abandonar a leitura.

Maria Lúcia é uma mulher extremamente amarga, ranzinza, que reclama de tudo. Laura tem um problema sério de identidade. Às vezes, ela se comporta como uma criança de 6 anos, querendo chamar a atenção das pessoas, principalmente da mãe. O que as duas têm em comum são os traumas que carregam.    

“Teria preferido que Laura fosse vendedora de qualquer coisa a jornalista. Nunca achei decente esse negócio de escrever, pior ainda sobre a vida alheia, como ela fazia até pouco tempo. E agora estou aqui, escrevendo numa cama como se disso dependesse a minha vida.”

Como as personagens têm mentes perturbadas, a narrativa se torna um pouco estranha. Entretanto, é assim também que o leitor consegue se sentir íntimo delas e pode compreender aquela dor que as afeta de forma tão profunda. 

Foi uma leitura complexa, mas que valeu a pena. Podem anotar a dica. 



sexta-feira, 13 de novembro de 2015

#Resenha: "Os 13 porquês"

Título: Os 13 porquês

Autor: Jay Asher

Ano de lançamento: 2009

Editora: Ática

Nº de páginas: 255


# A história

O jovem Clay Jensen tem uma grande surpresa ao voltar da escola. Na porta de casa, ele encontra um misterioso pacote com o seu nome. Era uma caixa de sapatos com várias fitas cassetes dentro.

Clay achou tudo aquilo muito estranho, mas começou a ouvir o conteúdo das fitas, tendo, assim, mais um choque: a voz que aparecia nas gravações era de Hannah Baker, a colega de classe de quem ele gostava e que havia cometido suicídio duas semanas antes.

Mas, por que ela gravou aquelas fitas? Ouvindo as gravações, Clay toma conhecimento dos 13 motivos que levaram Hannah à decisão de acabar com a própria vida. O garoto se desespera ao descobrir que é um desses motivos e, o pior de tudo, é que ele não pode fazer nada para mudar o que aconteceu.

Agora, o que está ao alcance de Clay é terminar de ouvir as fitas e passá-las adiante para o próximo da lista. Depois disso, restará apenas o peso da culpa.

# Opinião

Haja coração para terminar esse mergulho! Há vários adjetivos que eu poderia usar para descrever um pouco do que é esse livro: angustiante, intenso, perturbador, intrigante, triste, polêmico, envolvente, dentre outros. Fiquei até sem fôlego!

Os 13 porquês aborda temas sérios como depressão, abuso sexual, drogas, suicídio e, principalmente, bullying. O autor foi feliz ao incluir tudo isso em uma narrativa com forte apelo de suspense. Como o próprio título mostra, são 13 motivos que levaram ao suicídio da personagem Hannah.

Durante boa parte do livro, fica essa pulga atrás da orelha do leitor, pois a “missão” é justamente descobrir todas essas razões. A tensão vai crescendo a cada página e bate também aquela aflição por sabermos que não há nada capaz de mudar o trágico acontecimento que desencadeia toda a trama.

Outro ponto positivo é que a narrativa não se concentra apenas nos relatos de Hannah. O leitor pode acompanhar ao mesmo tempo as reações do protagonista Clay. Desta forma, há sempre uma perspectiva diferente de um mesmo fato, o que também tornou a leitura mais dinâmica.

Em alguns momentos, você pode pensar que os motivos apresentados no livro são superficiais e até se pergunte: “Por que alguém se mataria por isso?”. Porém, a própria Hannah explica que as pequenas coisas se transformaram em uma enorme bola de neve.

No final, a mensagem que fica é que ninguém sabe totalmente o que se passa na cabeça de outra pessoa. O importante é não julgar, nem virar as costas quando alguém está precisando de ajuda. Por fim, anotem a dica e não deixem de ler Os 13 porquês.

# Extra

Recentemente, eu fiz um TOP 13 com trechos do livro. Confiram aqui.


domingo, 8 de novembro de 2015

#Especial: A Próxima Vítima - 20 anos (Final)

Saudações!

Hoje eu venho mostrar a segunda e última parte deste especial de aniversário de 20 anos da novela A Próxima Vítima. Se você perdeu o outro post, basta clicar aqui e mergulhar de cabeça na leitura.


Temas abordados

É evidente que o fio condutor da novela era a série de assassinatos. Porém, algumas temáticas interessantes também foram abordadas no folhetim, levantando discussões na sociedade da época.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

#Especial: A Próxima Vítima - 20 anos (Parte I)

Olá!

Tem algum mergulhador noveleiro acompanhando este post? Pois bem. Hoje eu trago a primeira parte deste especial dedicado àqueles que não resistem a um bom folhetim. Confiram!


Há exatos 20 anos, ia ao ar na tela da Globo a reprise do último capítulo de uma novela das oito que fez um enorme sucesso durante o seu período de exibição e que é considerada por muitos uma das melhores telenovelas de todos os tempos. Estou falando de A Próxima Vítima.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

#Especial: Hoje é dia do livro, bebê!

Olá, mergulhadores!

Viva o Dia Nacional do Livro! 

Eu não poderia deixar essa data passar em branco, então, aproveitando também que o Halloween está perto, preparei essa postagem mais que especial com dicas de livros que tratam de temas sombrios e alguns thrillers capazes de deixar qualquer um de cabelo em pé. São três obras nacionais e três estrangeiras. Vamos lá?



domingo, 25 de outubro de 2015

#Resenha: "Refém da Obsessão"

Título: Refém da Obsessão

Autor(a): Alma Katsu

Ano de lançamento: 2013

Editora: Novo Conceito

Nº de páginas: 352


# A história

Depois de passar 200 anos emparedado, Adair consegue se libertar e está sedento por vingança. Seu alvo: Lanny, uma mulher que carrega consigo o fardo da imortalidade. Ela sente como é duro ver as pessoas que amou partirem. Só o que lhe resta são as lembranças e a dor das perdas.

Lanny acredita que merece conviver com esse sofrimento dado a ela por Adair, o mais terrível dos homens. Havia uma parte dela que queria receber essa punição. Era uma pena a qual ela teria que cumprir. Agora, tudo o que ela mais sonha é com a redenção pela morte de Jonathan, seu grande amor.

Mas Adair está por perto. Lanny pode sentir a força dele e talvez os braços acolhedores de Luke não sejam suficientes para ela conseguir se salvar.

# Opinião

Nesse segundo livro, o personagem Luke não ganhou tanto destaque como no volume anterior. Isso porque o foco da trama se voltou para o triângulo formado por Lanny, Jonathan e Adair. Gostei muito da forma como as vidas deles estão entrelaçadas. Foi difícil até de tomar partido e torcer por alguém no final das contas.

Alma Katsu optou por segurar mais a história, portanto, não senti aquela pegada eletrizante da narrativa de Ladrão de Almas (resenha aqui), o que não quer dizer que a leitura tenha ficado arrastada. Acontece que nessa sequência o leitor tem a oportunidade de conhecer bem mais a fundo os personagens. Há vários flashbacks que ajudam a compreender as angústias, os medos e, principalmente, os traumas pelos quais todos eles passaram ao longo da vida. E não estou falando de jovens de vinte e poucos anos, mas de personagens que atravessaram séculos, o que acaba tornando as coisas muito maiores e mais intensas.

Mesmo para quem não leu o primeiro livro, ou até para aqueles que já o leram há muito tempo (como é o meu caso), percebi que a autora teve o cuidado de ser, digamos, um tanto “didática”, mas sem cair na armadilha da redundância. Ela fez isso através dos diálogos e das recordações dos personagens, permitindo que o leitor se inteirasse do que já havia acontecido. Foi como pegar um trem em movimento e ter um guia lhe explicando como foi o percurso até chegar àquela estação. Acho que a comparação é mais ou menos essa.

Também achei interessante a alternância dos capítulos, mostrando os pontos de vista do trio protagonista – e os desdobramentos na vida de Luke, depois do que ele fez no primeiro volume da trilogia. As pontas soltas vão se encaixando no decorrer da história quando os destinos deles se cruzam e o resultado é um desfecho impactante.

Só tenho uma reclamação a fazer, que é sobre a revisão da obra. Há vários erros que se repetem no texto, como por exemplo, a palavra “nunca” no lugar de “nuca”. Gente, quem é que leva um “golpe na nunca”? Apesar disso, o mergulho foi ótimo e deixou aquele gosto de necessito urgentemente de mais. É uma pena que não tenha previsão para o lançamento do terceiro livro aqui no Brasil. E aí, Novo Conceito, quando vai sair?



quarta-feira, 21 de outubro de 2015

domingo, 18 de outubro de 2015

TOP 13 - Hannah Indelicada

Olá, mergulhadores!

Prontos para mais uma lista? Hoje eu trago para vocês alguns trechos do livro Os 13 porquês, de Jay Asher. Todos fazem parte das gravações feitas pela personagem Hannah Baker, que cometeu suicídio e depois enviou as fitas para os colegas revelando os motivos que a levaram a isso. Mergulhem!


Hannah faz suspense ao explicar o teor das fitas. #TENSO





















Achou pouco? A tortura psicológica continua quando ela revela como se sentia.






















Ela guardou muita coisa dentro dela, até resolver acabar com tudo...























O que você faria?