quarta-feira, 29 de julho de 2015

domingo, 19 de julho de 2015

#Resenha: "Até eu te encontrar"

Título: Até eu te encontrar

Autor(a): Graciela Mayrink

Ano de lançamento: 2013

Editora: Novo Conceito

Nº de páginas: 384


# A história

Flávia é uma jovem órfã que saiu da sua cidade natal, Lavras, para estudar Agronomia na Universidade de Viçosa, Minas Gerais. Não demorou muito para a ruiva se ver rodeada de novos amigos.

Logo que chegou à universidade, Flávia foi salva do trote pelo veterano Felipe. Depois disso, surgiu uma grande amizade entre os dois. Se dependesse apenas de Flávia, aquela relação poderia render algo mais, no entanto, Felipe não era do tipo que se envolvia com uma mulher só.

No meio dessa situação mal resolvida, ela faz amizade com Sônia, a dona de uma loja de produtos esotéricos em Viçosa. Flávia descobre que é descendente de uma geração de bruxas Wicca e que também é uma bruxa muito poderosa. A partir de então, começa uma busca para achar seu verdadeiro amor e Sônia faz um feitiço para ajudá-la a encontrar sua alma gêmea.

# Opinião

A leitura da sinopse de Até eu te encontrar já me lembrava bastante um roteiro de comédia romântica de Hollywood. A avalanche de clichês só foi aumentando, na medida em que eu avançava as páginas. Isso porque o livro tem todos os elementos que não podem faltar nesses romances batidos: uma mocinha sonhadora e sua melhor amiga conselheira; um cara popular que não se apega a ninguém e uma vilã metida a besta, que fica dando chiliques o tempo todo.

Tudo normal para quem curte esse estilo de leitura. Talvez o problema desse mergulho tenha sido mais simples: o romance tem um determinado público-alvo, no qual eu não me encaixo. A minha antipatia por esse livro já começou quando pus os olhos na capa, que eu classifiquei como, no mínimo, boba e infantil.

Outro aspecto negativo diz respeito ao próprio desenvolvimento da narrativa. Algo que me incomodou muito foi a repetição de algumas expressões. A autora reforçou exaustivamente que Flávia adorava o “largo sorriso de Felipe”. Relembrar esse fato a cada duas páginas foi desnecessário. Depois, a protagonista conheceu Luigi e uma nova expressão passou a se repetir, sempre que o personagem sorria, deixando “uma covinha em cada lado da boca”.

Grande parte da história se resume a eventos sociais. Os personagens estão sempre reunidos, jogando sinuca, bebendo alguma coisa, passeando e marcando encontros para fazer tudo isso outra vez. Diálogos que não acrescentavam nada ao enredo tiveram aos montes. E esses momentos de diversão dos personagens me pareceram uma forma de mostrar que eles tinham uma vida social agitada e interessante, quando, na verdade, contribuíram para deixar a leitura cansativa. Acredito que 200 páginas seriam suficientes para contar essa história sem nenhuma “barriga”.

Além disso, eu me senti traído durante a leitura, pois imaginei que a questão do misticismo e do sobrenatural estaria bastante presente no livro. No entanto, a autora não se aprofundou no tema e isso acabou se tornando apenas o pano de fundo da trama.

Vou deixar a recomendação para quem gosta de romances leves e não se importa de mergulhar em grandes clichês. Caso contrário, melhor nem tocar nesse livro. Abraços!



quarta-feira, 8 de julho de 2015

[Divulgação] - Cidade Banida

Olá, mergulhadores!

Hoje eu venho divulgar o livro Cidade Banida, novo trabalho do autor parceiro Ricardo Ragazzo.


Título: Cidade Banida
Autor: Ricardo Ragazzo
Editora: Planeta
Ano: 2015
Nº de páginas: 384