quinta-feira, 29 de outubro de 2015

#Especial: Hoje é dia do livro, bebê!

Olá, mergulhadores!

Viva o Dia Nacional do Livro! 

Eu não poderia deixar essa data passar em branco, então, aproveitando também que o Halloween está perto, preparei essa postagem mais que especial com dicas de livros que tratam de temas sombrios e alguns thrillers capazes de deixar qualquer um de cabelo em pé. São três obras nacionais e três estrangeiras. Vamos lá?



domingo, 25 de outubro de 2015

#Resenha: "Refém da Obsessão"

Título: Refém da Obsessão

Autor(a): Alma Katsu

Ano de lançamento: 2013

Editora: Novo Conceito

Nº de páginas: 352


# A história

Depois de passar 200 anos emparedado, Adair consegue se libertar e está sedento por vingança. Seu alvo: Lanny, uma mulher que carrega consigo o fardo da imortalidade. Ela sente como é duro ver as pessoas que amou partirem. Só o que lhe resta são as lembranças e a dor das perdas.

Lanny acredita que merece conviver com esse sofrimento dado a ela por Adair, o mais terrível dos homens. Havia uma parte dela que queria receber essa punição. Era uma pena a qual ela teria que cumprir. Agora, tudo o que ela mais sonha é com a redenção pela morte de Jonathan, seu grande amor.

Mas Adair está por perto. Lanny pode sentir a força dele e talvez os braços acolhedores de Luke não sejam suficientes para ela conseguir se salvar.

# Opinião

Nesse segundo livro, o personagem Luke não ganhou tanto destaque como no volume anterior. Isso porque o foco da trama se voltou para o triângulo formado por Lanny, Jonathan e Adair. Gostei muito da forma como as vidas deles estão entrelaçadas. Foi difícil até de tomar partido e torcer por alguém no final das contas.

Alma Katsu optou por segurar mais a história, portanto, não senti aquela pegada eletrizante da narrativa de Ladrão de Almas (resenha aqui), o que não quer dizer que a leitura tenha ficado arrastada. Acontece que nessa sequência o leitor tem a oportunidade de conhecer bem mais a fundo os personagens. Há vários flashbacks que ajudam a compreender as angústias, os medos e, principalmente, os traumas pelos quais todos eles passaram ao longo da vida. E não estou falando de jovens de vinte e poucos anos, mas de personagens que atravessaram séculos, o que acaba tornando as coisas muito maiores e mais intensas.

Mesmo para quem não leu o primeiro livro, ou até para aqueles que já o leram há muito tempo (como é o meu caso), percebi que a autora teve o cuidado de ser, digamos, um tanto “didática”, mas sem cair na armadilha da redundância. Ela fez isso através dos diálogos e das recordações dos personagens, permitindo que o leitor se inteirasse do que já havia acontecido. Foi como pegar um trem em movimento e ter um guia lhe explicando como foi o percurso até chegar àquela estação. Acho que a comparação é mais ou menos essa.

Também achei interessante a alternância dos capítulos, mostrando os pontos de vista do trio protagonista – e os desdobramentos na vida de Luke, depois do que ele fez no primeiro volume da trilogia. As pontas soltas vão se encaixando no decorrer da história quando os destinos deles se cruzam e o resultado é um desfecho impactante.

Só tenho uma reclamação a fazer, que é sobre a revisão da obra. Há vários erros que se repetem no texto, como por exemplo, a palavra “nunca” no lugar de “nuca”. Gente, quem é que leva um “golpe na nunca”? Apesar disso, o mergulho foi ótimo e deixou aquele gosto de necessito urgentemente de mais. É uma pena que não tenha previsão para o lançamento do terceiro livro aqui no Brasil. E aí, Novo Conceito, quando vai sair?



quarta-feira, 21 de outubro de 2015

[Mergulhei Fundo] - Muito mais que 5inco minutos

Título: Muito mais que 5inco minutos


Autor(a): Kéfera Buchmann


Editora: Paralela


Ano: 2015


Nº de páginas: 136


“Não refletimos sobre por que estamos alegres. São os momentos tristes que exigem do nosso lado racional e nos fazem ver como certas situações têm volta e outras, não. Que devemos tomar cuidado com o que dizemos e fazemos para alguém. E o tempo, novamente, o tempo. Sim, ele é o melhor remédio de todos!”.

“Oi, oi, gente!”. É assim que a Kéfera Buchmann começa seus vídeos no YouTube, no canal 5inco Minutos. Eu conheci o trabalho dela há alguns anos e me lembro de que cheguei a comentar com algumas pessoas sobre como tinha curtido o canal, mas na época quase ninguém o conhecia.

Voltei a ver a Kéfera em ação muito tempo depois, na tela da MTV, apresentando o programa Coletivation. Só aí eu fui perceber como a vlogueira que começou com um vídeo falando sobre o ódio por vuvuzelas, após a Copa do Mundo de 2010, estava famosa e tinha virado uma “febre” dentro e fora da internet.

Peguei esse livro já imaginando que iria gostar muito, uma vez que quando eu acompanhava os vídeos da Kéfera, bolava de tanto rir. E não deu outra. Estava rindo alto desde a introdução e continuei assim durante boa parte do livro, exceto quando a autora fala de temas sérios, como o bullying.

“Aliás, quem diz que criança é um ser inocente não sabe o que está falando. Crianças podem ser as criaturas mais demoníacas que existem, por mais que digam o contrário. Sabe por quê? Porque são sinceras demais. Criança olha para uma velha com o peito caído, aponta, dá risada e diz que ‘ela vai tropeçar na própria teta’. E ainda chamam de anjo? NUNCA!”.

  
"Pausa para foto fofa da Vilma. Por que esta foto aqui?
Porque ela é fofa, ué."
Uma surpresa para mim foi descobrir que a Kéfera sofreu bullying na infância. Quem assiste aos vídeos dela nem imagina o que ela passou por ter sido uma criança acima do peso. No livro, apesar do jeito descontraído que ela resolveu expor esse problema, percebemos o quanto deve ter sido difícil encarar aquelas situações. Kéfera também faz um alerta para que outras pessoas não passem pelo mesmo sofrimento. Bullying é coisa séria, galera!

Ter sido alvo de chacota pelos colegas afetou a vida dela de várias maneiras. Ela chorava muito, a autoestima era baixa, sentia vergonha de usar biquíni na frente das amigas magras e, com isso, perdia ótimas oportunidades de viver coisas legais para a idade que ela tinha. Quando chegou à adolescência, veio mais um problema, que foi o da descoberta do amor. Ela sofria por não se encaixar naquele “padrão” que atraía os olhares dos meninos do colégio e isso a deixava cada vez mais deprimida.

“Botei na cabeça que, se fosse magra, o meu ‘amado’ começaria a olhar para mim. E aí adquiri a paranoia de quase toda mulher: fazer regime. Fui me pesar com minha tia na farmácia e estava com setenta quilos. E minha tia também. Mas minha tia tinha setenta anos e eu, onze. E pesava o mesmo que ela”.

Mas, espera aí. A Kéfera também não era nenhuma santa. Longe disso – como eu imaginava. Ela diz que suas “traquinagens” (palavra que ela usa) a tornaram amiga da coordenadora, de tanto ser expulsa da sala de aula. Uma das partes mais engraçadas é quando ela conta que não tinha coragem de colar nas provas e, certa vez, resumiu um capítulo do livro de história na batata da perna, mas depois jogou corretivo em cima da tinta azul, com medo de ser flagrada.

"Que fase, hein?"
A vlogueira fala ainda sobre as dificuldades de ser mulher, TPM, faz críticas à ditadura da beleza, mas confessa também que tem o seu lado mulherzinha e que é vaidosa. As histórias que ela conta sobre depilação, por exemplo, são hilárias.

“Esperei a lutadora, quer dizer, a depiladora terminar o que tinha que fazer e fui embora com a cabeça baixa, me escondendo, como se estivesse com medo de esbarrar com alguma amiga ou de encontrar algum conhecido, sei lá. Eu só queria ir embora”.

Antes de terminar o livro, eu já tinha separado uma crítica, porque a Kéfera trata de vários assuntos e, no último capítulo, retoma um deles, que é para falar sobre relacionamento e desilusão amorosa. A princípio, senti que ficou meio deslocado, mas acabei entendendo o motivo e achando genial.

É como um show de stand up, em que o comediante precisa encerrar com a melhor piada, para levar a plateia ao delírio e ficar com ela fresquinha na cabeça como uma lembrança do show. Então foi o que a Kéfera fez, guardando para o final um caso bizarro que aconteceu com ela. Ri demais!

“Acabei deixando escapar toda a ‘energia ruim’ que estava guardada dentro de mim naquele momento. No banco do carro do cara com quem eu tinha acabado de terminar. Não, você não está lendo errado. Eu realmente levei e dei um fora e me caguei toda”.

Muito mais que 5inco minutos é um livro para quem quer conhecer um pouco mais sobre a Kéfera Buchmann e dar ótimas risadas. Gostei tanto que li de um tiro só. Recomendadíssimo!


domingo, 18 de outubro de 2015

TOP 13 - Hannah Indelicada

Olá, mergulhadores!

Prontos para mais uma lista? Hoje eu trago para vocês alguns trechos do livro Os 13 porquês, de Jay Asher. Todos fazem parte das gravações feitas pela personagem Hannah Baker, que cometeu suicídio e depois enviou as fitas para os colegas revelando os motivos que a levaram a isso. Mergulhem!


Hannah faz suspense ao explicar o teor das fitas. #TENSO





















Achou pouco? A tortura psicológica continua quando ela revela como se sentia.






















Ela guardou muita coisa dentro dela, até resolver acabar com tudo...























O que você faria?




quarta-feira, 7 de outubro de 2015

(IR)REPARÁVEL

Olá, mergulhadores!

Hoje eu trago uma reflexão sobre as escolhas que nós fazemos ao longo da vida. No final do post, vejam também o vídeo com uma cena da novela O Clone (Rede Globo, 2001), em que o personagem Lobato, vivido pelo ator Osmar Prado, recita um poema de Fernando Pessoa. Vale a pena conferir!